Contexto e proposta de Dois Papas (2019)
Dois Papas parte de um encontro improvável: o cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio e o papa Bento XVI, frente a frente, discutindo fé, poder e o futuro da Igreja Católica. O roteiro é de Anthony McCarten, autor da peça e do livro que deram origem à história, e a direção ficou com Fernando Meirelles — que assumiu o projeto depois de anos dedicados a séries e a experimentos visuais.
Jonathan Pryce interpreta Francisco, e Anthony Hopkins vive Bento XVI. A trama acompanha os dois em conversas que atravessam memórias da juventude, discordâncias teológicas e a decisão de Bento XVI de renunciar ao pontificado, em 2013 — um gesto raro na história da Igreja, que abriu caminho para a eleição do primeiro papa latino-americano.
Exibido em pré-estreia no Festival de Telluride, o filme chegou à temporada de premiações com três indicações ao Oscar de 2020: melhor ator (Pryce), melhor ator coadjuvante (Hopkins) e melhor roteiro adaptado (McCarten). Pryce, Hopkins e McCarten também foram lembrados nas indicações ao Globo de Ouro e ao Bafta.
O filme está disponível na Netflix no Brasil e é uma boa porta de entrada para quem quer conhecer o lado mais intimista do trabalho de Meirelles: dois atores veteranos em cena quase todo o tempo, num diálogo sobre arrependimento e escolhas. Do mesmo diretor, o catálogo da plataforma e as páginas deste perfil ajudam a completar o panorama, de Cidade de Deus a Ensaio sobre a Cegueira.





