Contexto e proposta de Cidade de Deus (2002)
Lançado em 30 de agosto de 2002, Cidade de Deus não foi o primeiro filme brasileiro a retratar o crime organizado nas favelas, mas foi o que redefiniu a forma de contá-lo. Dirigido por Fernando Meirelles e Kátia Lund a partir do romance de Paulo Lins, o longa cobre décadas da história do conjunto habitacional da Zona Oeste do Rio pela visão de Buscapé, menino que cresce entre a criminalidade e encontra na fotografia a sua saída.
A produção teve um laboratório: o curta Palace II (2000), também assinado pela dupla, testou o método de dirigir moradores de comunidade sem experiência de atuação. Quando as gravações do longa começaram, a equipe concluiu que não seria seguro rodar dentro da própria Cidade de Deus, que vivia conflitos entre traficantes rivais, e partiu para outras locações no Rio.
O resultado chegou às telas com fotografia de César Charlone e montagem de Daniel Rezende — os dois indicados ao Oscar ao lado do roteiro adaptado de Bráulio Mantovani e da direção de Meirelles. Na temporada nacional de prêmios, o filme venceu melhor filme e melhor direção no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro de 2003 e foi indicado ao Bafta de melhor filme estrangeiro.
O elenco virou vitrine. Seu Jorge viveu o carismático Mané Galinha, e Alice Braga fez da Angélica o seu primeiro papel no cinema. Para quem quer rever ou conhecer, o filme está disponível em Blu-ray, em edição especial com luva.





