Esquin de Floyrac: O fim do Templo fecha a Trilogia do Templo de Zé Rodrix. A Record publicou o romance em 6 de setembro de 2007, com 656 páginas. Johaben erguia o Templo de Salomão. Zorobabel o reconstruía. Esquin narra uma destruição, séculos depois, na voz de um traidor.
Quem narra e em que século
A sinopse da editora situa o livro entre os séculos XIII e XIV. O personagem que dá título ao volume alia-se a Filipe IV, chamado O Belo, rei da França descrito como maquiavélico e arruinado, numa campanha para destruir os templários e tomar suas riquezas. O conflito, diz o texto, só se torna possível porque há um traidor na Ordem. Esquin de Floyrac conta a própria vida: sapateiro, pedreiro, Cavaleiro do Templo, espião, mendigo e, por fim, traidor dos irmãos.
A Record apresenta o assunto como polêmico de propósito: a ligação entre templários e maçonaria. Diz ainda que o romance pretende desmentir boa parte da literatura recente sobre os templários. Essa frase é a moldura comercial da edição, não um consenso de historiadores. O que se pode afirmar sem sair da ficha é o enredo público: queda da Ordem do Templo sob o reino da França e a Igreja de Roma, narrada por dentro, por quem entrega os seus.
Como o livro fecha a série
Os dois volumes anteriores ficam no antigo Israel da construção e da reconstrução. Esquin muda de mapa e de ofício moral. A linguagem, segundo a editora, continua simbólica. O templo deixa de ser canteiro e vira ordem militar e religiosa à beira do fim. Para o leitor que acompanhou Joab e Zorobabel, o terceiro tomo é o desmonte. Para quem entra só agora, é um romance de traição na França medieval, com a maçonaria no horizonte que a trilogia inteira vinha preparando.
O ISBN impresso é 978-85-01-07995-4. A capa da coleção repete colunas, medalhão e o crédito Z. Rodrix, com o subtítulo O fim do Templo. Em 2009, ano da morte do autor, o Cravo Albin registra o box com os três romances. Esquin já estava nas livrarias desde 2007. Não é publicação póstuma. O póstumo, na prosa, é O Cozinheiro do Rei, da Madras, em 2013, outro livro e outro século.
O que esperar na leitura
Espere um narrador que se acusa. A editora avisa que os motivos do traidor são o miolo do relato, não um mistério escondido no final para efeito de anúncio. Espere também o vocabulário de loja e de cavalaria que atravessa a série, agora aplicado à perseguição dos templários. Não espere trilha de novela, jingle ou rock rural. Esse Zé Rodrix é o escritor que a União Brasileira de Escritores já tinha premiado em Johaben e que, em 2007, ainda dividia o ano com show e parceria musical.
- Lugar na série: volume 3 e último
- Lançamento: 6 de setembro de 2007, Record
- Páginas: 656
- Narrador: Esquin de Floyrac
- Cenário público: séculos XIII e XIV, queda dos templários
Esquin de Floyrac é o ponto em que a Trilogia do Templo para de construir e passa a contar a ruína. Sem este volume, Johaben e Zorobabel ficam como duas obras de pedra. Com ele, a série tem começo, reconstrução e fim.



