Zorobabel: Reconstruindo o Templo é o segundo romance da Trilogia do Templo, de Zé Rodrix. A Record lançou o volume em 31 de agosto de 2005, com 642 páginas. O templo da primeira parte já tinha sido erguido. Aqui a tarefa é outra: reerguer o que ficou em ruína.
O que muda em relação a Johaben
Johaben, de 1999, seguia Joab, operário fenício na obra de Salomão. Zorobabel troca de século e de herói. A sinopse da editora apresenta um jovem da Grande Baab’el, movido pela missão de reconstruir o Templo de Jerusalém. Ele oscila entre um Império Babilônio rico e uma Jerusalém descrita como decadente, esquecida até pelo Grande Arquiteto do Universo. Desejo, arte e dever dividem o mesmo personagem.
A edição nomeia Cyro e Dario entre os senhores da época e diz que o livro aprofunda os segredos dos pedreiros e as tradições antigas da maçonaria, no modo como a narrativa as imagina em seus primórdios. A sinopse também afirma que a história mostra o início do conflito entre árabes e judeus. Isso é proposta do romance, não um parecer de historiador colado na capa. O leitor entra num enredo, não num manual.
Por que o livro existe na trajetória
Entre Johaben e Zorobabel passaram seis anos e, no meio, o retorno de Sá, Rodrix e Guarabyra ao Rock in Rio, em 2001, e o disco Outra Vez na Estrada. O segundo romance não é letra de canção esticada. É o volume em que o compositor, já curador do Clube Caiubi, em São Paulo, continua uma saga que o Cravo Albin trata como série própria, publicada pela Record.
O ISBN da edição impressa é 978-85-01-07254-2. A capa da coleção mantém o desenho de colunas e medalhão usado nos outros dois volumes, com o nome Z. Rodrix no alto. Quem compra pela capa da Record reconhece a trilogia antes de abrir. Quem compra só este tomo precisa saber que a construção de Salomão ficou no livro anterior. A reconstrução é o assunto daqui.
Que leitor este volume pede
Serve a quem já leu Johaben e quer o capítulo seguinte, e também a quem se interessa por ficção histórica no período persa da Judeia, com Ciro e Dario no horizonte político. O vocabulário de pedreiros e de templo atrai ainda o leitor de romance iniciado, aquele que reconhece o Grande Arquiteto como linguagem de loja, não como enfeite.
Não é continuação obrigatória no sentido de um seriado que resume o anterior em duas páginas. A editora retoma Joab na apresentação deste volume, para situar a série, e depois entrega Zorobabel. O ganho de ler em ordem é ver o templo erguido, derrubado na memória da saga e posto de pé outra vez. O ganho de ler só este é a missão do jovem da Babilônia.
- Lugar na série: volume 2, depois de Johaben
- Ano: 2005, Editora Record
- Páginas: 642 na edição impressa
- Eixo: reconstrução do Templo de Jerusalém
- Figuras nomeadas na sinopse: Ciro e Dario
Zorobabel não devolve Zé Rodrix ao rádio. Devolve o prosador ao canteiro, agora do lado de quem reconstrói. O terceiro livro, Esquin de Floyrac, vai saltar para a França de Filipe IV e para a queda da Ordem do Templo. Este fica na ruína e na pedra nova.



