Gigante Gentil é o álbum de inéditas que Erasmo Carlos lançou em 2014, aos 72 anos. Produzido por Kassin, o disco reúne 11 faixas e marca o terceiro trabalho de material novo do cantor em cinco anos, depois de Rock 'n' Roll (2009) e Sexo (2011). O título retoma um apelido que Erasmo recebeu de Lucinha Turnbull nos anos 1980 e que Rita Lee defendia em entrevistas, em contraste com a imagem de Tremendão construída na Jovem Guarda.
Como o álbum foi feito
Kassin montou uma banda com nomes de gerações diferentes: o guitarrista Luiz Carlini, o americano Smokey Hormel, Marcelo Jeneci nos teclados e acordeon, Robertinho Silva na percussão, Stéphane San Juan na bateria, Christiaan Oyens nos violões e Ana de Oliveira no violino. O próprio produtor assumiu o baixo. As gravações das bases aconteceram antes da chegada de Hormel, que participou em uma passagem por São Paulo durante turnê com Beck.
Parcerias e canções
O repertório traz composições do próprio Erasmo e parcerias com nomes de longa data. Caetano Veloso assinou "Sentimentos Complicados", Arnaldo Antunes dividiu "Manhãs de Love" e Nelson Motta participou de outras faixas. "Além do Horizonte", parceria com Roberto Carlos, foi gravada especialmente para a novela homônima da Rede Globo. A faixa-título responde com ironia às ofensas que circulavam nas redes sociais na época.
- Produção de Kassin, com banda formada para o projeto;
- Parceria inédita com Caetano Veloso em "Sentimentos Complicados";
- "Além do Horizonte" regravada para trilha de novela;
- Turnê nacional com shows de divulgação do disco.
Reconhecimento
Em novembro de 2014, Gigante Gentil venceu o Grammy Latino na categoria de melhor álbum de rock brasileiro. O prêmio reforçou a fase de maturidade artística de Erasmo, que naquele momento já acumulava mais de 50 anos de carreira e seguia lançando material inédito com regularidade. O disco também ajudou a apresentar o artista a um público mais jovem, acostumado a ouvi-lo em parcerias e regravações.
O álbum está disponível em plataformas de streaming e em edição física, e integra o catálogo que atravessa as fases da carreira de Erasmo Carlos, do iê-iê-iê dos anos 1960 ao rock de maturidade dos anos 2010.




