O Futuro Pertence à... Jovem Guarda é o álbum em que Erasmo Carlos revisitou o movimento que ajudou a criar. Lançado em 4 de fevereiro de 2022 pela Som Livre, o disco tem oito canções dos anos 1960 regravadas com produção musical de Pupillo e direção artística de Marcus Preto. Foi o 33º álbum do cantor e o último lançado em vida.
O que o álbum traz
O repertório reúne clássicos da época em versões gravadas por Erasmo: "Nasci Pra Chorar", "O Ritmo da Chuva", "Alguém Na Multidão", "Tijolinho", "Esqueça", "A Volta", "Devolva-Me" e "O Bom". A proposta é apresentar as canções da Jovem Guarda com sonoridade contemporânea, sem perder o vínculo com a gravação original.
A capa, ilustrada por Marcelo Mente, faz referência a outros dois trabalhos de Erasmo: Projeto Salva Terra, de 1974, e Gigante Gentil, de 2014. Em 2023, o disco ganhou uma edição em vinil produzida pela Bilesky Discos, com capa desenhada pelo próprio cantor e lançada um ano após sua morte.
Turnê e recepção
Erasmo apresentou o álbum em shows por Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Caeté e Vila Velha. O jornalista Mauro Ferreira, em crítica publicada no G1, avaliou o trabalho com quatro estrelas e destacou que o repertório simples e cativante reaparece com som contemporâneo.
Em 17 de novembro de 2022, cinco dias antes de morrer, Erasmo Carlos venceu o Grammy Latino na categoria de melhor álbum de rock ou música alternativa em língua portuguesa com O Futuro Pertence à... Jovem Guarda. A vitória coroou a retomada do movimento que projetou o cantor na televisão brasileira em 1965.
Para quem é
O álbum interessa a quem quer conhecer a Jovem Guarda pela voz de um dos seus criadores, sem depender de gravações antigas, e também a quem acompanha a fase final da carreira de Erasmo Carlos. Ele funciona como porta de entrada para o movimento e como fecho de uma obra que atravessou seis décadas.
A versão digital está disponível em plataformas de streaming, e a edição em vinil circula entre colecionadores. Quem quiser aprofundar o período pode combinar a audição com a autobiografia Minha Fama de Mau, que narra os bastidores da época.




