Publicado pela Editora Globo em 1998, Na Palma da Minha Mão nasceu de uma dificuldade doméstica: Leilah Assumpção e a filha adolescente não conseguiam conversar. A solução encontrada pela autora foi escrever bilhetes. Os bilhetes cresceram, formaram uma sequência e viraram um livro de 192 páginas sobre o que separa e o que aproxima gerações diferentes.
De onde veio o livro
A autora já tinha uma carreira sólida no teatro e na televisão quando se viu diante de um conflito que muitas famílias conhecem: as tentativas de diálogo com uma filha adolescente terminavam em silêncio. Em vez de insistir no confronto, passou a escrever. Os bilhetes tratam de escolhas, expectativas, liberdade e os valores de quem nasceu em contextos históricos distintos.
O que os bilhetes discutem
O livro percorre temas como independência, sexualidade, carreira, aparência e o peso da opinião alheia. Cada texto parte de uma situação concreta e abre uma reflexão maior sobre a distância entre uma geração que enfrentou a censura e outra que cresceu em outro país. O resultado é um painel sobre comunicação dentro da família, escrito sem didatismo.
Um outro registro da autora
Quem conhece Leilah pelas peças encontra aqui uma voz mais próxima da crônica, sem personagens e sem palco. Ainda assim, o tema é o mesmo que atravessa sua dramaturgia: as negociações entre o que se deseja e o que a vida impõe. Para leitores da obra teatral, o livro funciona como um complemento íntimo e direto.
Para quem é indicado
É indicado a pais e mães de adolescentes, a leitores de crônicas brasileiras e a quem se interessa por relatos sobre relações familiares. Também interessa a estudiosos da obra de Leilah que querem acompanhar como a autora migrou do teatro para a prosa sem perder a clareza de diálogo.
Como se relaciona com os outros livros
Na Palma da Minha Mão antecede Onze Peças de Leilah Assumpção (2010) e Memórias Sinceras (2019). Quem se interessa pela trajetória completa da dramaturga pode ler os três em sequência: as peças, o relato sobre a comunicação entre gerações e as memórias dos 50 anos de teatro.




