Poucas crenças atravessam tantos séculos quanto a astrologia — e poucas resistem tão bem a testes. O Livro da Astrologia foi escrito para quem convive com o tema no dia a dia: o cético que quer argumentos, o curioso que lê horóscopo sem saber se acredita e o indeciso que nunca teve oportunidade de ver o assunto analisado com cuidado.
Carlos Orsi percorre a trajetória da prática, da Antiguidade aos aplicativos de previsão astral, e mostra que a crítica à astrologia não nasceu com a ciência moderna. Autores clássicos, como o orador romano Cícero, já apontavam suas fragilidades muito antes de qualquer telescópio. O livro também reúne o que os estudos contemporâneos observaram quando testaram previsões astrológicas em condições controladas — testes que a astrologia nunca superou.
O que o leitor encontra
- A história da astrologia e de seus críticos ao longo dos séculos;
- As evidências acumuladas em experimentos que avaliaram mapas astrais e previsões;
- Explicações acessíveis sobre por que o cérebro humano aceita descrições genéricas como se fossem pessoais;
- Argumentos organizados para conversas em que o assunto aparece.
Uma obra com desdobramento internacional
Publicado originalmente em 2015, o livro ganhou continuidade em 2026 com a edição em inglês What Science Says About Astrology, lançada pela Columbia University Press. A versão internacional levou ao público acadêmico anglófono a mesma abordagem que Orsi já praticava em sua coluna "Olhar Cético", na revista Galileu: tratar crenças populares com seriedade, sem deboche e com o método como referência.
É uma leitura que conversa com Pura Picaretagem — o livro escrito com o físico Daniel Bezerra sobre o charlatanismo quântico — e com os títulos de divulgação científica que o autor assina com Natalia Pasternak. Para quem quer entender como a ciência avalia alegações de previsão do futuro, este é um ponto de partida direto.





