Termos como "energia quântica", "cura quântica" e "vibração" aparecem em anúncios de terapias, cursos e produtos dos mais variados. Pura Picaretagem investiga esse fenômeno de frente: mostra como conceitos da física quântica — uma das áreas mais mal compreendidas da ciência — são retirados do contexto e transformados em argumento de venda para práticas que nunca passaram por testes sérios.
O livro é escrito a quatro mãos. Carlos Orsi, jornalista de ciência, assina a obra com o físico Daniel Bezerra, o que garante o cuidado duplo: a explicação acessível para o leitor leigo e a precisão técnica necessária para apontar onde o discurso pseudocientífico distorce a física de verdade. Publicado pela Leya em 2013, o título se tornou uma referência brasileira sobre o chamado charlatanismo quântico.
O que o livro examina
Os autores destrincham os mecanismos de persuasão que fazem esse tipo de oferta parecer científica: o uso de vocabulário técnico fora de contexto, a citação de estudos inexistentes ou mal interpretados e a promessa de resultados que a medicina não pode garantir. Ao mesmo tempo, o texto explica, em linguagem clara, o que a física quântica realmente diz e por que seus efeitos não se transferem para o corpo humano da forma como o marketing alternativo sugere.
Para quem é útil
- Leitores que querem reconhecer discurso pseudocientífico em anúncios e redes sociais;
- Profissionais de saúde que precisam responder a pacientes sobre terapias "quânticas";
- Professores que trabalham com argumentação e método científico em sala de aula.
O livro dialoga diretamente com outros trabalhos do autor sobre ceticismo, como O Livro dos Milagres e O Livro da Astrologia, e com os títulos que ele escreveu em parceria com Natalia Pasternak, caso de Que Bobagem!, dedicado a práticas apresentadas como ciência sem base metodológica sólida.





