Contexto e proposta de Oriente próximo, extremo oriente
Oriente próximo, extremo oriente reúne contos que olham para trás — para um passado distante — e, no mesmo movimento, falam do presente. Publicado pela Faria e Silva em 2021, quando o autor tinha 85 anos, o volume foi apresentado pela editora como mais uma manifestação de um talento que atravessou décadas sem perder densidade.
A prosa de Eduardo Alves da Costa já havia sido reconhecida desde o romance de estreia: na apresentação de Chongas, Antonio Houaiss falou de uma escrita "idealmente aliciante", e A sala do jogo foi elogiado por veículos como O Globo, O Estado de S.Paulo e Folha da Tarde. Neste volume de 200 páginas, os contos funcionam como metáforas do mundo contemporâneo, misturando memória, deslocamento e observação social.
Os textos viajam entre tempos e lugares, mas mantêm um fio comum: personagens que carregam lembranças e precisam negociar com elas no presente. A distância entre o que se viveu e o que se conta dá o tom dos relatos, em que a ironia serve tanto para observar o outro quanto para o autor olhar para si mesmo.
É leitura para quem acompanha a ficção brasileira contemporânea, para quem já conhece a poesia do autor e quer experimentar sua prosa e para quem se interessa por narrativas que transformam lembranças em material de crítica do presente. O livro pode ser lido de forma independente, mas conversa diretamente com Chongas, Cem gramas de Buda e os demais títulos de ficção do autor.





