Contexto e proposta de Os comunistas estão chegando: memórias do jornalismo
“Os comunistas estão chegando” é o segundo volume das memórias de jornalismo de Emiliano José — a continuação de “Balança mas não cai”, publicado em 2021. Aqui, a cena se abre: o autor revisita as redações baianas durante os anos de repressão da ditadura militar e os desafios enfrentados por colegas de ofício diante da censura, da vigilância e da perseguição.
Com 642 páginas, o livro reúne relatos e registros históricos para narrar a trajetória de profissionais da imprensa que resistiram ao cerco militar, personagens, redações e episódios marcantes do período. É uma história do jornalismo como trabalho — feito sob fita de censura, linha de produção e medo — sem deixar de lado o lado humano de quem escrevia e editava naquele ambiente.
Um livro que nasceu depois do Facebook
A série de memórias jornalísticas de Emiliano José começou a ser escrita em 2019, em textos diários publicados pelo autor nas redes, e ganhou corpo em livro pela Edufba. “Os comunistas estão chegando” pertence a essa segunda fase da empreitada, que transformou o anedotário de redação em documento sobre o período mais duro da imprensa brasileira.
Onde este livro se encaixa na obra do autor
Quem acompanha a série “Galeria F — Lembranças do Mar Cinzento” encontra aqui o mesmo interesse pela reconstrução documental do passado recente, mas deslocado das celas para as redações. As memórias de jornalismo de Emiliano José funcionam como uma história do ofício contada por quem o exerceu de 1974 até hoje, passando pela Tribuna da Bahia, pelo Jornal da Bahia e por veículos como O Estado de S. Paulo e Carta Capital.
- Para quem se interessa por história da imprensa brasileira
- Para estudantes de jornalismo e comunicação
- Para leitores de memórias políticas e livros-reportagem




