Os Últimos Melhores Dias da Minha Vida é o relato em que Gilberto Dimenstein escolheu ser tema da própria reportagem. Diagnosticado com câncer no pâncreas em 2019, ele narrou o avanço da doença com o olhar de quem passou mais de trinta anos investigando a vida dos outros, e transformou o fim em material de trabalho e declaração de amor.
Como o livro foi escrito
Quando já não tinha forças para concluir o texto sozinho, Dimenstein contou com Anna Penido, jornalista e sua mulher, que atuou como parceira e leitora crítica. As ilustrações ficaram a cargo do artista plástico Paulo von Poser, que traduziu em imagens os momentos narrados. O resultado cruza depoimentos, lembranças e reflexões curtas sobre uma vida inteira.
Do que trata
O livro não se limita à doença. Dimenstein relembra viagens, concertos, encontros profissionais, a rotina de redação e a alegria de ouvir o neto chamá-lo de vovô Gil pela primeira vez. Os meses após o diagnóstico aparecem como um período de cumplicidade intensa com a família e os amigos, sem que o autor esconda a gravidade do que vivia.
É essa mistura entre o olhar apurado do repórter e a exposição honesta de quem sabia estar no fim que distingue a obra. O leitor encontra não um manual sobre luto, mas o testemunho de alguém que decidiu extrair lucidez de um período brutal.
Por que ler
Além do valor humano, o livro funciona como continuidade da obra de Dimenstein: os mesmos temas que ele perseguiu na carreira, cuidado com o próximo, comunicação e cidadania, aparecem aqui em escala pessoal. É também um exemplo de jornalismo literário aplicado à própria experiência.
Para quem é indicado
Leitores de memórias e não ficção, familiares de pacientes com câncer, jornalistas e admiradores do autor encontram no livro uma leitura franca sobre viver bem o tempo que resta. Há edições em capa comum, versão digital e audiolivro, o que facilita o acesso em diferentes formatos.





