Mais antiga instituição ainda em atividade no Ocidente, a Igreja Católica acumula mais de dois mil anos de história — e cerca de 260 papas. Papis et Circenses percorre essa trajetória por meio de retratos curtos e irônicos dos sumos pontífices, de Pedro a Francisco. É um livro de contos, mas também um jeito pouco convencional de revisitar a história da civilização europeia.
Torero escreve cada capítulo como um flash da vida de um papa: as decisões, os escândalos, as vaidades, as reviravoltas e as passagens que ficaram fora dos livros escolares. O humor não funciona como desrespeito; funciona como lente de aumento para contradições humanas que qualquer leitor reconhece.
O que torna o livro diferente
A obra venceu o Prêmio Paraná de Literatura de 2012 na categoria conto. O formato breve permite ler de forma fragmentada, mas o conjunto forma um panorama: cada retrato acrescenta uma peça à história do papado e ao mesmo tempo diverte. É o tipo de livro que se abre em qualquer página e prende pela precisão da escrita.
A edição da Alfaguara, publicada em 2013, mantém o título em catálogo e o apresenta a leitores que gostam de ensaio, crônica e ficção curta misturados. Quem conhece a obra do autor reconhece ali o mesmo método de O Chalaça: pesquisa séria, narração leve e nenhuma cerimônia com o poder.
Para quem é este livro
Papis et Circenses interessa a leitores de contos, a estudiosos de história e religião e a quem aprecia humor refinado. Não é um livro de ataque a crenças: é literatura que observa instituições e homens com distância crítica e ironia, no melhor sentido da palavra.
Se você quer um primeiro contato com a narrativa curta de Torero, este é um caminho acessível. Para explorar a obra completa, siga para o perfil do autor no diretório.





