Foto ilustrativa do produtor Arnaldo Jabor

Projeto relacionado a:

Arnaldo Jabor
Imagem promocional do produto Pornopolítica

Pornopolítica

Livro
Ver página do projeto

Este link pode ser comercial e gerar comissão para o site, sem alterar o preço para o leitor. Compare informações, preço e disponibilidade antes de decidir.

Coletânea de 2006 em que Jabor lê a vida pública brasileira como paixão, hábito e sintoma.

Pornopolítica junta crônicas em que Arnaldo Jabor trata a vida pública brasileira como se fosse vida íntima: paixão, taras, miséria, arte e memória no mesmo caldeirão. Publicado pela Objetiva em 2006, dois anos depois do sucesso de Amor é prosa, sexo é poesia, o livro desloca o foco da cama para o país — sem largar o procedimento de quem lê o cotidiano como sintoma.

O subtítulo da edição, Paixões e taras na vida brasileira, avisa o método. Política, sexualidade, preconceito e hábito aparecem misturados de propósito. Jabor descrevia o próprio ofício como crítica cultural: descobrir o aspecto político no fato aparentemente superficial, analisar comportamento, psicologia, opinião e preconceito. “Isso é política também, só que está escondida feito um pinto dentro de um ovo” — a frase é do autor, na apresentação do volume.

O que está entre as capas

São 236 páginas na edição de 2006 (ISBN 978-85-730-2794-5), selo Objetiva. Os textos vêm do jornal e ganham capa de livro sem perder a temperatura do dia. Há memória de infância ao lado de análise de governo; há confissão sexual ao lado de retrato de tipo social. O autor recusava a divisão rígida entre colunista e ficcionista: dizia que o que escrevia no jornal era literatura, com esforço estilístico, finalidade crítica e estética.

Quem já conhecia o comentarista da Globo reconhece o corte. A diferença é o espaço. No telejornal, restava um minuto. Aqui a cena pode alongar, voltar, confessar medo e miséria sem o corte da produção. O resultado não é um ensaio acadêmico de ciência política. É uma coleção de ataques em prosa, com o olhar de quem passou décadas filmando a classe média e depois passou a narrá-la em coluna.

Para quem e para quem não

Faz sentido para o leitor que quer o Jabor da disputa pública, não só o das crônicas amorosas. Ajuda quem quer entender a imprensa brasileira dos anos 2000 e ver como um cineasta do Cinema Novo traduziu aquele calor em texto de jornal. Não é reporteio neutro nem manual de conjuntura. Também não substitui um livro de história política: o valor está no ponto de vista, no estilo e na recusa de separar corpo e nação.

  • Coletânea de 2006 pela Objetiva, sequência direta do best-seller afetivo de 2004.
  • Temas: política, sexualidade, miséria, arte, memória e hábito social.
  • Útil para entender o cronista no auge da circulação em jornal e TV.
  • Não promete isenção; o texto assume o tom polêmico como ferramenta.

Onde se encaixa na obra

Entre Amor é prosa, sexo é poesia e O malabarista, este é o volume mais explicitamente voltado à vida pública. O título provoca de propósito: a política como pornografia do cotidiano, o privado explodindo no noticiário. Quem lê os três livros em sequência vê o mesmo narrador mudar de alvo — o casal, o país, a memória — sem mudar de câmera.

A edição permanece no catálogo da Companhia das Letras, no selo Objetiva. Para quem prefere ter o objeto em mão, a página do livro na Amazon e a ficha da editora apontam a mesma obra, com o ISBN de 2006. Vale tratar este volume como o retrato do cronista político, não como substituto dos filmes nem como biografia.

Página vinculada ao projeto

Para consultar a página vinculada a este projeto, acesse Pornopolítica.


O que você acha deste Projeto?

O projeto Pornopolítica entrega o que promete? Foi uma boa experiência de aprendizagem ou serviço? Mande o seu feedback franco.

Outros projetos do mesmo autor

Se você se interessou por Pornopolítica, talvez também queira conhecer outros projetos de Arnaldo Jabor.

Ver perfil completo
O malabarista
O malabarista
Antologia de 2014 com textos de infância e vida adulta, da Objetiva.
00%
00%
Eu sei que vou te amar
Eu sei que vou te amar
Livro-diálogo de 2007 sobre um casal separado, parente temático do filme de 1986.
00%
00%