A tradução literária é o ensaio em que Paulo Henriques Britto para de só traduzir os outros e discute o ofício. A Civilização Brasileira publicou o livro em 3 de outubro de 2012, na Coleção Contemporânea, com 158 páginas e ISBN 978-85-200-1143-0. Há edição digital posterior, de 2017. A capa da brochura traz a faixa “Filosofia, literatura, artes”.
O ponto de partida é a prática. Quando o livro saiu, Britto já tinha um conjunto extenso de traduções do inglês. O volume junta uma introdução teórica e exemplos que se multiplicam ao longo das páginas. Não esconde discordância de teóricos em moda. A editora avisa que mesmo quem discordar encontra material para testar a própria ideia do que é traduzir.
O que o ensaio faz e o que não faz
Não é dicionário de falsos cognatos nem apostila de curso livre. É livro de quem traduz poesia e romance e quer mostrar onde a decisão acontece: no verso, no tom, no que se perde quando a frase muda de língua. Serve a quem está começando e a quem já traduz e esbarra nas mesmas dificuldades.
O lugar dele na carreira é o avesso da folha de rosto. Em Mason e Dixon, em Questões de viagem, de Elizabeth Bishop, ou em Grandes esperanças, o nome de Britto aparece como tradutor. Aqui o nome é de autor. O leitor vê o critério que, nos outros volumes, fica implícito na escolha de uma palavra.
Depois da primeira edição
A Academia Brasileira de Letras registra edição em espanhol no Chile, em 2023. O ensaio atravessou a fronteira no sentido contrário ao da maior parte do trabalho dele, que traz inglês para o português. Isso conversa com os dez livros de autores brasileiros que ele verteu para o inglês, entre eles Ferreira Gullar.
Quem quer o poema continua em Macau, Fim de verão ou Embora. Quem quer o conto vai a O castiçal florentino. A tradução literária é a peça para quem pergunta como aquele verso chegou em português com aquela música. A brochura da Civilização Brasileira segue como edição de referência; o preço de loja varia e não entra como número fixo.




