Anarquismo: roteiro da libertação social é o balanço de uma vida inteira de militância. Publicado em 1963, quando Edgard Leuenroth tinha mais de 80 anos, o livro organiza em linguagem direta o que ele havia defendido em quase seis décadas de imprensa operária e de organização sindical. Não se trata de um manual acadêmico, e sim da explicação de um militante que viveu as greves, as prisões e as divisões do movimento libertário brasileiro.
O que o livro propõe
A obra percorre os princípios do anarquismo — a rejeição do Estado e da autoridade imposta, a defesa da associação livre e da ação direta dos trabalhadores — e os apresenta como um roteiro possível para a libertação social. Leuenroth escreve para o leitor comum, sem academicismo, usando a experiência de quem acompanhou a fundação de sindicatos, os congressos operários e a repressão da Primeira República. O tom é de quem ensina a partir do próprio caminho.
Para quem o livro serve
O livro interessa a quem estuda a história do movimento operário, o anarquismo no Brasil e a imprensa sindical. Também é útil para leitores que querem entender as ideias que animaram a Greve Geral de 1917 e as organizações que editaram jornais como A Plebe e A Lanterna. É uma fonte primária: a versão dos fatos e das ideias escrita pelo próprio protagonista, o que o torna leitura frequente em cursos de história e ciências sociais.
Uma obra de síntese
Publicado pela Editora Mundo Livre, o título saiu quando o movimento anarquista brasileiro já estava em declínio, o que dá ao texto um caráter de testamento político. Leuenroth morreu cinco anos depois, em 1968, sem ver a redescoberta do seu trabalho pela pesquisa universitária. Hoje o livro é procurado em sebos e bibliotecas e continua sendo uma porta de entrada para quem quer ouvir a voz de um militante que atravessou a história do trabalho no Brasil.




