O Arquivo Edgard Leuenroth nasceu em 1974, quando o Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp adquiriu, com apoio da Fapesp, o acervo reunido ao longo de décadas pelo militante anarquista. A compra foi feita junto a seu filho, Germinal Leuenroth, e transformou uma coleção particular em centro de pesquisa aberto a estudantes, professores e público em geral.
O que existe lá
O fundo que leva o nome de Leuenroth reúne milhares de itens ligados à sua militância e ao seu ofício de jornalista, com datas entre 1905 e 1968: livros, folhetos de organizações de trabalhadores, títulos de periódicos, fotografias, documentos textuais e até flâmulas e medalhas. É uma das melhores fontes existentes sobre a imprensa operária do início do século XX, incluindo jornais que ele próprio fundou ou dirigiu.
Do acervo pessoal ao instituto
Com o passar dos anos, o arquivo recebeu dezenas de outros conjuntos documentais e ampliou seu campo de interesse para movimentos sociais, direitos humanos, questão agrária, história da saúde e da antropologia, entre outros temas. Hoje a instituição ocupa uma sede própria de mais de 1,4 mil metros quadrados e reúne cerca de 200 fundos e coleções, com aproximadamente 50 mil livros, 100 mil fotografias e mais de 15 mil títulos de periódicos.
Como consultar
O acervo é aberto à consulta presencial e remota, com instrumentos de pesquisa online e um projeto de digitalização que já disponibiliza parte importante dos documentos. O público vai de pesquisadores universitários a sindicatos, escolas e jornalistas em busca de fontes originais sobre o mundo do trabalho no Brasil. Para quem estuda a Greve de 1917 ou a história do anarquismo, o arquivo é ponto de partida obrigatório — e uma homenagem permanente ao homem que teve a insistência de guardar papéis que muitos consideravam descartáveis.




