Arrastados parte de um instante exato: 25 de janeiro de 2019, 12h28, quando a barragem B1 da Mina do Córrego do Feijão, operada pela Vale em Brumadinho, Minas Gerais, rompeu. A lama de rejeitos avançou por mais de 300 quilômetros, levou pontes, casas e trens de carga e matou 270 pessoas, segundo a contagem oficial — 272, se consideradas as duas gestantes entre as vítimas.
As primeiras 96 horas
Daniela Arbex foi a campo para reconstituir em detalhes as primeiras 96 horas após o colapso. O livro reúne depoimentos de sobreviventes, familiares das vítimas, bombeiros, médicos-legistas, policiais e moradores das áreas atingidas, e reconstrói tanto a trajetória das pessoas que estavam na rota da lama quanto o trabalho de quem tentou salvá-las. A narrativa é acompanhada por fotografias que ajudam a dimensionar a tragédia.
Depois da lama, a reparação
Além da reconstituição, a autora voltou à região para acompanhar o impacto das indenizações e das contrapartidas institucionais para a reparação dos danos materiais — um retrato do que acontece com as famílias e com o território anos depois do desastre.
Prêmio e relevância
Publicado em 2022, Arrastados venceu o Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos em 2023. A obra dialoga com quem acompanha temas de mineração, segurança de barragens, desastres ambientais e direitos das populações atingidas — discussão que segue aberta em Minas Gerais e no restante do país.





