Flores Raras levou ao cinema a história de um amor que atravessou a poesia e a arquitetura do Brasil moderno. Lançado em 2013, o drama dirigido por Bruno Barreto acompanha o relacionamento entre a poeta americana Elizabeth Bishop, interpretada por Miranda Otto, e a arquiteta e paisagista Lota de Macedo Soares, vivida por Glória Pires, no Rio de Janeiro dos anos 1950 e 1960.
O roteiro de Carolina Kotscho e Matthew Chapman baseia-se no livro Flores Raras e Banalíssimas, de Carmen L. Oliveira, e reconstitui a convivência das duas no sítio de Lota, na Lagoa Rodrigo de Freitas, além do desgaste causado pela construção do Aterro do Flamengo e pela volta de Bishop aos Estados Unidos. Produzido pela Imagem Filmes com orçamento estimado em 13 milhões de reais, o filme reúne ainda Tracy Middendorf, Treat Williams e Marcello Airoldi no elenco.
Berlim, Tribeca e a carreira de Bruno Barreto
Exibido na mostra Panorama do Festival de Berlim de 2013, onde recebeu o prêmio do público, o longa passou ainda pelo Festival de Cinema de Tribeca, em Nova York, e por outros dez festivais internacionais. Na temporada de prêmios brasileira, rendeu a Bruno Barreto o Grande Otelo de melhor direção, coroando uma virada na filmografia do cineasta em direção a dramas de personagem.
A escolha do casal protagonista sustenta o filme: Glória Pires compõe uma Lota prática e apaixonada, enquanto Miranda Otto dá a Bishop a timidez e a disciplina de quem escreve sobre um país que ainda está aprendendo a nomear. A fotografia valoriza as paisagens cariocas e a luz do sítio onde as duas viveram.
Para quem é o filme
Lota de Macedo Soares foi responsável pelo projeto do Parque do Flamengo, no Rio de Janeiro, e Elizabeth Bishop ganhou o Pulitzer de poesia em 1956 — credenciais que o filme transforma em pano de fundo para tratar de amor, dependência e criação artística. A produção percorreu dez festivais internacionais depois da estreia europeia.
Flores Raras interessa a leitores de poesia, admiradores da obra de Elizabeth Bishop, estudantes de arquitetura e paisagismo e público que acompanha cinebiografias brasileiras. A edição em Blu-ray traz o filme em alta definição e mantém a obra acessível para quem quer conhecer a produção nacional premiada da década de 2010.




