Foto ilustrativa do produtor João Guimarães Rosa

Projeto relacionado a:

João Guimarães Rosa
Imagem promocional do produto Primeiras Estórias

Primeiras Estórias

Educação Livro
Ver página do projeto

Este link pode ser comercial e gerar comissão para o site, sem alterar o preço para o leitor. Compare informações, preço e disponibilidade antes de decidir.

Coletânea de 1962 com 21 contos de Guimarães Rosa, entre eles A terceira margem do rio, Famigerado e As margens da alegria.

Depois do romance que o tornou incontornável, Guimarães Rosa apertou a forma. Primeiras Estórias, de 1962, reúne 21 narrativas curtas. O título não mente: “primeiras” aponta para o causo ancestral; “estórias”, grafado assim, separa invenção de crônica factual. O livro é o Rosa da maturidade em peça menor — menor só no tamanho. “A terceira margem do rio” saiu daqui para o cânone escolar e não voltou.

Quem chega pelo conto do pai que entra no rio e não desce da canoa encontra, no mesmo volume, “As margens da alegria”, “Sorôco, sua mãe, sua filha”, “Famigerado”, “A menina de lá”. São matérias de felicidade, loucura, fama, infância e morte, quase sempre num território à margem da cidade letrada. O interlocutor culto de Riobaldo some. Sobram flagrantes.

Do que tratam estas estórias

Cada texto cabe em uma sentada e deixa resto. “A terceira margem do rio” é o mais citado: o filho narra o pai que manda fazer uma canoa e parte para o meio d’água, sem destino anunciado, sem volta. Não há tiro de jagunço. Há ausência. “Famigerado” joga com o peso de uma palavra e com o medo de um homem armado. “Sorôco, sua mãe, sua filha” acompanha o embarque rumo ao hospício. A variedade é o método: Rosa prova que a língua inventada do sertão também serve ao conto curto, não só à saga.

A edição da Global Editora traz texto de Luiz Costa Lima, “O mundo em perspectiva: Guimarães Rosa”. A capa, de Victor Burton e Anderson Junqueira, usa foto de Araquém Alcântara — casario abandonado em Formoso, Minas Gerais, 2014. O objeto ajuda o leitor de agora; o texto é o de 1962.

Para quem este livro faz sentido

  • Quem quer Rosa em dose curta, depois ou antes de Grande Sertão: Veredas
  • Professores e estudantes que trabalham “A terceira margem do rio”
  • Leitores de conto brasileiro que já passaram por Machado, Graciliano ou Clarice e querem o modernismo mineiro em narrativa breve
  • Quem ensina vestibular e precisa do volume inteiro, não do PDF de um único título

Contexto na carreira do autor

Seis anos separam o romance de 1956 desta coletânea. Rosa já era o autor de Sagarana, de Corpo de Baile e de Grande Sertão: Veredas. Primeiras Estórias não é aquecimento: é outro regime. A prosa continua inventiva, mas o fôlego muda. Em 1967 viria Tutaméia, ainda mais concentrada. Quem lê os três livros de “estórias” em sequência vê o autor apertar a frase até o osso.

Em 1961 a ABL lhe dera o Machado de Assis pelo conjunto. O livro de 1962 chega, portanto, com a reputação já feita e com o risco de quem não quer repetir o romance. Rosa não repetiu. Encolheu o palco e manteve a língua.

Como ler e o que não esperar

Não leia só o conto da canoa. O volume tem arquitetura: abertura, meio e fechos que se respondem. Tampouco espere o glossário resolvendo cada vocábulo. O contexto da estória costuma bastar. Quem precisa de porta para o romance pode começar aqui e ir a Sagarana depois, ou o contrário — o conto de 1962 não substitui Matraga, e Matraga não substitui Riobaldo.

A Global Editora mantém a edição em português. É o livro certo para quem quer o Rosa de “A terceira margem do rio” no chão das outras vinte estórias, não recortado em antologia de vestibular.

Página vinculada ao projeto

Para consultar a página vinculada a este projeto, acesse Primeiras Estórias.


O que você acha deste Projeto?

O projeto Primeiras Estórias entrega o que promete? Foi uma boa experiência de aprendizagem ou serviço? Mande o seu feedback franco.

Outros projetos do mesmo autor

Se você se interessou por Primeiras Estórias, talvez também queira conhecer outros projetos de João Guimarães Rosa.

Ver perfil completo
Grande Sertão: Veredas
Grande Sertão: Veredas
Romance de 1956 em que Riobaldo narra jagunçagem, Diadorim e o pacto no sertão mineiro, na prosa que tornou Guimarães Rosa incontornável.
00%
00%
Sagarana
Sagarana
Livro de estreia de Guimarães Rosa, de 1946, com nove contos do sertão mineiro, incluindo A hora e vez de Augusto Matraga.
00%
00%
Manuelzão e Miguilim
Manuelzão e Miguilim
Volume que reúne Campo Geral e Uma estória de amor, novelas de Corpo de Baile sobre a infância de Miguilim e a velhice do vaqueiro Manuelzão.
00%
00%
Tutaméia
Tutaméia
Último livro de Guimarães Rosa em vida, de 1967: terceiras estórias em prosa concentrada, entre o conto breve e a invenção da língua.
00%
00%