Buscar autoridades

Foto ilustrativa do produtor João do Rio

Projeto relacionado a:

João do Rio
Imagem promocional do produto Vida vertiginosa

Vida vertiginosa

Livro
Ver página do projeto

Este link pode ser comercial e gerar comissão para o site, sem alterar o preço para o leitor. Compare informações, preço e disponibilidade antes de decidir.

Coletânea de 1911 sobre o Rio das reformas de Pereira Passos, agora em edição anotada da José Olympio.

Contexto e proposta de Vida vertiginosa

Vida vertiginosa saiu em 1911 e ainda parece crônica da semana. São 25 textos publicados na imprensa carioca e paulistana entre 1905 e 1910, reunidos quando o prefeito Pereira Passos já tinha começado a rasgar o Centro para copiar Paris: higiene, avenida, costume novo, gente empurrada para o morro.

João do Rio escreve a velocidade. O automóvel muda o namoro, o dinheiro precisa de carro para se exibir, a paisagem some e sobra o mundo sobre rodas. Ao lado disso, favela, cartomante, imigração portuguesa e italiana, feminismo nascente, escola em crise, culto à aparência, complexo de inferioridade colonial. A vertigem do título não é metáfora solta: é o ritmo da capital tentando parecer metrópole.

A edição anotada da José Olympio (1ª edição, 30 de agosto de 2021, 336 páginas, ISBN 978-65-5847-032-8) é a primeira a devolver o clássico com introdução, cronologia, bibliografia e notas de Giovanna Dealtry, professora de literatura brasileira da UERJ. Sem esse aparato, nomes de rua, leis e tipos da Belle Époque escorrem. Com ele, o leitor de agora reconhece o próprio reflexo — e o risco de achar que “nada mudou” sem historicizar o que mudou.

O livro conversa com A alma encantadora das ruas sem repetir o mesmo passeio. Lá, a rua é amada e esquadrinhada. Aqui, a cidade já está em aceleração, e o cronista testa temas que o século XX ainda não tinha nome estável. Reedição de 2021, no centenário da morte, encontrou público precisamente por isso: o texto deixa de ser relíquia e vira instrumento para ler modernidade brasileira.

Em setembro de 2021, no centenário da morte, a reedição foi lida como prova de um moderno anterior aos modernistas de 1922: o cronista já registrava máquina, pressa e choque de classes enquanto a Semana de Arte Moderna ainda não tinha acontecido. Dealtry sustenta o contexto; o texto sustenta a velocidade. Abra esta edição se o interesse for o João do Rio do automóvel e da reforma urbana, não só o flâneur lírico. O volume da José Olympio organiza o caminho sem substituir o arquivo. Quem sai dessas crônicas costuma seguir para as religiões ou para os contos noturnos, conforme o nervo que a vertigem apertou.

Página vinculada ao projeto

Para consultar a página vinculada a este projeto, acesse Vida vertiginosa.


Experiências da comunidade

Avaliações sobre Vida vertiginosa

Veja as opiniões dos leitores e compartilhe sua experiência.

0 avaliações positivas e 0 negativas com comentário.

Relatos publicados

Opiniões dos leitores sobre suas experiências. As avaliações não comprovam fatos nem representam a posição do site.

Ainda não há avaliações com comentário. Sua experiência pode ajudar o próximo leitor.

Para contestar um relato ou solicitar a remoção dos seus dados, entre em contato e informe a página e o comentário.

Compartilhe sua avaliação

Escreva de 60 a 200 palavras sobre esta pessoa ou projeto. Não inclua anúncios, links, insultos ou dados pessoais.

Sua experiência

0 de 200 palavras · mínimo de 60

Carregando verificação humana...

Outros projetos do mesmo autor

Se você se interessou por Vida vertiginosa, talvez também queira conhecer outros projetos de João do Rio.

Ver perfil completo
A alma encantadora das ruas
A alma encantadora das ruas
Crônicas de 1904 a 1907 em que João do Rio flana pelo Rio da Belle Époque e transforma a rua em personagem.
0—
0—
As Religiões no Rio
As Religiões no Rio
Série de 1904, depois livro, em que João do Rio mapeia terreiros, igrejas e crenças da capital federal.
0—
0—
Dentro da noite
Dentro da noite
Contos de 1910 em que João do Rio leva o Rio para o mistério, o ocultismo e a rua escura.
0—
0—