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Ricardo Cruz

Ricardo Schiesari Barreto Cruz

Nascimento: 1982 São Paulo, SP
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Vocalista paulista e tradutor de mangá, único integrante estrangeiro do JAM Project. Compôs a abertura da 2ª temporada de One-Punch Man.

Em 2019, a segunda temporada de One-Punch Man abriu no Japão com “Seijaku no Apostle”, faixa do JAM Project composta por Ricardo Cruz. O paulistano não chegou a esse crédito por um atalho de fã-clube: em 2005 ele tinha vencido um concurso do próprio supergrupo e passado a gravar com Hironobu Kageyama, Masaaki Endoh, Hiroshi Kitadani, Masami Okui e Yoshiki Fukuyama, como único integrante de fora do Japão.

Quem digita o nome quase sempre precisa separar pessoas diferentes. O Ricardo desta página é Ricardo Schiesari Barreto Cruz, nascido em São Paulo em 12 de janeiro de 1982. A dúvida costuma nascer de uma abertura de anime, de um show do Anison Lab ou de um livro da Editora Mozu. O fio que une esses endereços é concreto: japonês aprendido no ensino médio em Tochigi, redação e tradução de mangá no Brasil e palco compartilhado com os cantores que ele primeiro ajudou a trazer para o Anime Friends.

Quem é Ricardo Cruz

Ricardo Cruz é vocalista, compositor, tradutor e editor. No Brasil, a voz entra em versões em português de temas de Hunter × Hunter, de Os Cavaleiros do Zodíaco e de encerramentos de Dragon Ball Super. No Japão, o nome aparece em créditos do JAM Project, ligado à Lantis, inclusive na composição da abertura da segunda temporada de One-Punch Man. Fora do estúdio, ele assina o curso NihonGO e, com Adriano Almeida, a Editora Mozu, casa dos guias visuais de Jaspion, Jiraiya e Black Kamen Rider.

A página da Editora Mozu registra mais de vinte anos em cultura pop japonesa, tradução de mangás como Naruto e Bleach e, desde 2005, canto e composição no JAM Project, com temas que também alcançaram franquias como Transformers. O mesmo nome cabe em ficha de anime, em loja de livro e em grade de evento porque o ofício atravessa redação, versão e palco.

Tochigi, revista Herói e o Anime Friends

O japonês não começou em aplicativo. No site do NihonGO, Ricardo conta que cursou o ensino médio na Utsunomiya Kita Kōkō, escola da província de Tochigi, e que os professores de lá aceleraram um jeito de estudar que ele depois levou para aula particular. De volta ao Brasil, entrou no jornalismo de cultura pop: revista Herói, também citada como Herói 2000, e Pokémon Club. Na Conrad, pegou o ciclo em que Os Cavaleiros do Zodíaco e Dragon Ball ocupavam a banca. A biografia do curso lista tradução de Naruto, Bleach, Fushigi Yūgi e Trigun. A ficha da Anime News Network confirma créditos de tradução, entre eles volumes de Bleach.

No começo dos anos 2000 ele participou da criação do Anime Friends, em São Paulo. A página do curso registra que, nesse circuito, cantores originais de clássicos como Cavaleiros do Zodíaco, Jaspion e Dragon Ball passaram a vir ao Brasil. O encontro que mudou a carreira musical é o de 2003, quando Hironobu Kageyama, Hiroshi Watari e Akira Kushida estiveram no evento. O contato não ficou em foto de corredor. Kageyama pediu uma demo para o concurso que escolheria um novo integrante do JAM Project.

O concurso de 2005 e o lugar no JAM Project

O JAM Project existe desde 2000 como supergrupo de anison: Japan Animationsong Makers, cantores que já eram a voz original de aberturas. A formação que o público brasileiro mais encontra hoje reúne Kageyama, Endoh, Kitadani, Okui e Fukuyama, com Ricardo Cruz no crédito desde 2005. Ele segue baseado em São Paulo e viaja para gravar e tocar. A agenda divide estúdio no Japão e palco no Brasil.

O estatuto publicado pelo curso e pela editora não muda: único membro estrangeiro do grupo. A entrada veio do concurso vencido depois do Anime Friends. Dali em diante, Ricardo passou a assinar faixas ao lado de vozes que o Brasil já conhecia de Changeman, Dragon Ball Z e One Piece. O site oficial do JAM Project continua no ar. Em 2025, no Instagram, ele descreveu uma gravação presencial com o grupo, a primeira nesse formato desde a abertura de One-Punch Man.

O que essa voz canta, na prática

  • “Ohayou”, versão brasileira da abertura de Hunter × Hunter, gravada em 2006.
  • “Megami no Senshi ~Pegasus Forever~”, tema em português da Saga de Hades de Os Cavaleiros do Zodíaco.
  • Dois encerramentos de Dragon Ball Super em português, citados pela Anime News Network como veiculados pelo Cartoon Network na América do Sul.
  • “Seijaku no Apostle”, abertura da segunda temporada de One-Punch Man, com composição creditada a ele dentro do JAM Project.
  • “Neo Tokyo”, single de 2017 do Danger3, trio com Larissa Tassi e Rodrigo Rossi, inspirado em Akira.

De intérprete a compositor de abertura

O comunicado de 2019, reproduzido pela Anime News Network, apresentou “Seijaku no Apostle” como a primeira vez em que um brasileiro compunha uma trilha dessa escala para um anime original no Japão. O single foi anunciado para 24 de abril daquele ano. O JBox passou a usar essa abertura como a linha curta da biografia nos textos de show.

Fora da banda japonesa, o single “Cosmic Stravaganza”, letra e música dele com arranjo dividido com Lucas Araújo, é o lançamento que o perfil no X destaca. O clipe está no canal. Uma faixa é abertura produzida dentro do JAM Project. A outra é solo do laboratório brasileiro. Quem chega pelo título do desenho e para no primeiro vídeo mistura as duas.

Danger3, Anison Lab e a mesa da Editora Mozu

Em 2017, Ricardo, Larissa Tassi e Rodrigo Rossi formaram o Danger3, lido “Danger San”. O trio canta em português temas de anime e de cultura pop japonesa. O primeiro single, “Neo Tokyo”, saiu naquele ano com a JBC, no ciclo de Akira, com três faixas inspiradas no mangá. Em 2020 gravaram as versões brasileiras da abertura e do encerramento de Saint Seiya: Soul of Gold. O site está em danger3.com. Os três já dividiam palco no circuito de Cavaleiros. O Danger3 é a frente em que assinam música própria.

O Anison Lab é outra frente, esta com o guitarrista e arranjador Lucas Araújo. Não é banda de setlist congelado. É um laboratório de releitura. O canal no YouTube descreve o projeto como experiência com anime songs novas e clássicas e mantém o combinado de publicar música nova às quintas. Em entrevista ao JBox, em 2018, Ricardo explicou o nome ao pé da letra: pegar animesong e testar arranjo, inclusive com cor de trilha de cinema. Para quem acompanha tokusatsu, o ponto alto cedo do canal foi o dueto com Akira Kushida em “The Space Wolf Symphony”, medley ligado a Jaspion.

O laboratório saiu do vídeo para o palco. Em fevereiro de 2024, Ricardo e Lucas tocaram no Anime Summit Teaser, em Brasília. Em maio de 2025, o Anison Lab Live em São Paulo marcou vinte anos de estrada, com clássicos do JAM Project, versões brasileiras, ícones de tokusatsu e faixas autorais no mesmo set. O JBox descreveu o show como travessia desses momentos, não como reprise de um único anime.

A Editora Mozu fecha o circuito de quem editou mangá e foi cantar herói. O site da casa apresenta Ricardo Cruz e Adriano Almeida como fundadores, com a proposta de fazer no Brasil livros no espírito das publicações japonesas de tokusatsu. O primeiro título, Jaspion: Guia Visual Definitivo, saiu de um financiamento no Catarse: capa dura, 176 páginas, os 46 episódios e entrevistas. A linha seguiu com Jiraiya, o Incrível Ninja, esgotado na loja, e Black Kamen Rider: Guia Visual Definitivo. Sato Company e Toei Company aparecem como parceiros, com registro de entrega do livro de Jaspion à Toei em 2023.

O que ele ensina no NihonGO

O curso é a parte didática da mesma biografia. A página “Sobre” data o começo em 2016, quando Ricardo e Rafael, então aluno particular, montaram um introdutório. Depois veio o NihonGO Premium, com material original. O nome junta 日本語, nihongo, e o inglês “go”. A promessa pública é estudar com anime, mangá, música, série, filme e livro. A página diz que a equipe fala tanto com brasileiros sem origem japonesa quanto com descendentes que querem reencontrar a língua.

Curso, livro e show não se substituem. Servem a perguntas diferentes:

  • palco e faixa: JAM Project, Danger3 e o canal do Anison Lab;
  • página impressa: Editora Mozu, com o guia de Jaspion como título de partida da coleção;
  • aula: NihonGO, em cursonihongo.com, para quem quer o idioma que sustenta letra, tradução e entrevista.

Onde acompanhar sem misturar homônimo

O canal oficial no YouTube é Ricardo Cruz, em youtube.com/RicardoCruzOfficial. O Instagram pessoal é @ricardosbcruz. Shows passam pelo contato publicado no Linktree, contato@artentretenimento.com. No X, @Ricacruz se apresenta como cantor e compositor do JAM Project e do Anison Lab e como professor de japonês no NihonGO. Para quem chega pela música e também lê literatura de cultura pop, os dois endereços estáveis além do canal são o site da editora e o do curso: um vende o livro físico, o outro explica o método.

A base continua São Paulo. Em 2025, no Instagram, Ricardo registrou o primeiro show ao vivo na China, em Xangai: duas apresentações no mesmo dia, com clássicos dos anos 1970, músicas do JAM Project, tokusatsu recente, faixas autorais e um trecho em chinês. No mesmo circuito entregou um exemplar de Black Kamen Rider. Quem procura o nome precisa separar o cantor do homônimo do futebol e ver por que a mesma pessoa traduz mangá, compõe abertura e edita guia de tokusatsu.

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Curso de japonês de Ricardo Cruz que usa anime, mangá, música e série como material, do introdutório de 2016 ao NihonGO Premium.
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Laboratório musical de Ricardo Cruz e Lucas Araújo: releituras de anime e tokusatsu às quintas e shows ao vivo.
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