Buscar autoridades

Foto ilustrativa do produtor Lygia Bojunga

Projeto relacionado a:

Lygia Bojunga
Imagem promocional do produto Retratos de Carolina

Retratos de Carolina

Educação Livro
Ver página do projeto

Este link pode ser comercial e gerar comissão para o site, sem alterar o preço para o leitor. Compare informações, preço e disponibilidade antes de decidir.

Primeiro livro da editora Casa Lygia Bojunga (2002): Carolina da infância à vida adulta, misturando ficção e o ofício de escrever.

Retratos de Carolina é o livro em que Lygia Bojunga vira editora de si mesma. Publicado em 2002, foi o primeiro título da Casa Lygia Bojunga, a editora que a autora fundou em Santa Teresa, no Rio, para controlar texto, produção e circulação da própria obra. Não é só um romance a mais no catálogo: é o marco da fase em que ela recusa o meio-termo da indústria e decide morar, editorialmente, na própria casa.

A história acompanha Carolina da infância à vida adulta. O júri do Astrid Lindgren, ainda em 2004, destacou o caráter parcialmente metalinguístico: a autora tenta dar lugar a si e às personagens “numa única casa, uma casa que eu inventei”. Depois de décadas escrevendo a criança em conflito, Lygia estica o tempo da personagem até o adulto — e, no mesmo gesto, escreve sobre o ofício de escrever.

O que muda em relação aos livros dos anos 1970

Os Colegas, A Bolsa Amarela e Corda Bamba cabem na mão de um leitor novo. Retratos de Carolina pede fôlego outro. A protagonista não permanece menina. O livro testa a tese que a autora já vinha ensaiando em Seis Vezes Lucas e O Abraço: uma literatura dirigida a qualquer leitor, cabendo ao objeto-livro a adequação às idades. Não é “livro adulto disfarçado de infantil”. É a tentativa de uma casa comum.

Há continuidade de método — imaginação, fala próxima, recusa de moral externa — e há cansaço fértil do formato curto. Quem conhece só A Bolsa Amarela pode estranhar o fôlego. Quem já leu Fazendo Ana Paz, Paisagem e Feito à Mão reconhece a virada dos anos 1990: a literatura refletindo sobre si, o livro como objeto, a autora como editora.

Casa Lygia Bojunga e o contexto de 2002

Em 2002 Lygia completava trinta anos de estreia e vinte do Hans Christian Andersen. Abrir a editora própria nesse ponto não foi capricho de quem “já tinha ganhado tudo”. Foi recusa de terceirizar o destino dos livros. Retratos de Carolina inaugura o selo que hoje reúne o catálogo — da estreia aos títulos tardios — e que, em 2006, ganhou o braço da Fundação Cultural Casa Lygia Bojunga, voltada a popularizar a leitura.

O volume interessa a quem pesquisa a autora além do livro escolar, a quem estuda edição independente no Brasil e a quem quer ver Carolina crescer. Não substitui A Bolsa Amarela como porta de entrada. Completa o retrato: a menina das vontades escondidas vira, noutro nome e noutro século, uma personagem que atravessa idades dentro da casa que a escritora inventou para si.

Lido depois de O Meu Amigo Pintor e Corda Bamba, Retratos de Carolina mostra o outro lado da maturidade da obra: não o luto da criança, e sim o tempo longo de uma vida narrada por quem já tinha prêmio internacional e, ainda assim, quis começar de novo — desta vez como editora, no Rio, com o próprio nome na porta.

Página vinculada ao projeto

Para consultar a página vinculada a este projeto, acesse Retratos de Carolina.


Experiências da comunidade

Avaliações sobre Retratos de Carolina

Veja as opiniões dos leitores e compartilhe sua experiência.

0 avaliações positivas e 0 negativas com comentário.

Relatos publicados

Opiniões dos leitores sobre suas experiências. As avaliações não comprovam fatos nem representam a posição do site.

Ainda não há avaliações com comentário. Sua experiência pode ajudar o próximo leitor.

Para contestar um relato ou solicitar a remoção dos seus dados, entre em contato e informe a página e o comentário.

Compartilhe sua avaliação

Escreva de 60 a 200 palavras sobre esta pessoa ou projeto. Não inclua anúncios, links, insultos ou dados pessoais.

Sua experiência

0 de 200 palavras · mínimo de 60

Carregando verificação humana...

Outros projetos do mesmo autor

Se você se interessou por Retratos de Carolina, talvez também queira conhecer outros projetos de Lygia Bojunga.

Ver perfil completo
A Bolsa Amarela
A Bolsa Amarela
Romance de 1976 em que Raquel esconde três vontades numa bolsa velha: crescer, ser menino e escrever. O livro mais lido de Lygia Bojunga.
0—
0—
Os Colegas
Os Colegas
Estreia literária de Lygia Bojunga (1972): cinco animais humanizados formam uma amizade e abrem a carreira que depois levaria o Hans Christian Andersen.
0—
0—
Corda Bamba
Corda Bamba
Livro de 1979 em que uma menina usa a imaginação — e uma corda bamba — para enfrentar a morte dos pais. Um dos pontos altos da autora.
0—
0—
O Meu Amigo Pintor
O Meu Amigo Pintor
Narrativa de 1987 sobre um menino que tenta entender o suicídio de um pintor adulto amigo. Leitura obrigatória da UERJ em 2024.
0—
0—